Alcides Buss


Alcides Buss nasceu na cidade catarinense de Salete, em 1948. É professor de Teoria Literária na Universidade Federal de Santa Catarina e foi diretor da Editora da UFSC, no período de 1991 a 2008.

Buss iniciou sua carreira literária com a obra Círculo Quadrado, lançada em 1970. Depois desta, publicou mais dezenove obras, quase todas de poesia, à exceção de dois títulos – Poesia do ABC e Pomar de palavras – destinados a crianças, e de volumes que ele organizou, como a Antologia do Varal Literário, de 1983.

Durante a década de 1970, atuando como Diretor de Cultura da prefeitura de Joinville, Buss promoveu um trabalho de resgate da cultura popular e de popularização das artes em geral que ficou conhecido em todo o Brasil. Concertos, recitais eruditos e espetáculos de dança passaram a ser levados a lugares tais como praças públicas, escolas e igrejas; exposições artísticas circulavam, de forma itinerante, nos bairros da cidade, e a literatura, especialmente a poesia, foi às ruas através de Varais Literários. 

São marcos da época de sua atuação em Joinville a criação da Feira de Arte e Artesanato, a implantação do Museu de Arte, a realização de concursos de jardins nas residências e fábricas, e a instalação da Escola de Dança, semente do que se transformou no maior Festival de Dança da América Latina.

Em 1980, transferindo-se para Florianópolis, Alcides Buss criou na UFSC uma das primeiras “oficinas literárias” do Brasil. Durante anos, essas oficinas promoveram a renovação literária, abrindo espaço também para o desenvolvimento de outras artes, como o cinema. Ainda com elas, as exposições dos Varais Literários se intensificaram e foram alcançando, aos poucos, outras cidades e estados brasileiros.

Eleito, em 1993, presidente da Associação Brasileira das Editoras Universitárias, para um mandato de dois anos, Alcides empenhou-se no fortalecimento dessa Instituição, garantindo a participação das edições universitárias em todos os eventos nacionais e internacionais mais importantes. Seu objetivo maior, no entanto, foi a formação de uma rede nacional para distribuição e comercialização das edições acadêmicas, rede essa que abrange, atualmente, mais de cem livrarias. 

Com o livro Pessoa que Finge a Dor, lançou, em 1985, o Movimento de Ação do Livro.Por meio desse Movimento, parte de cada tiragem é destinada à circulação livre e popular e, de mão em mão, o livro procura o seu leitor, podendo chegar a expressivo número de pessoas, nos mais distantes lugares.

Alcides Buss presidiu a União Brasileira de Escritores de Santa Catarina, no período 1997 a 1999. Ganhou o prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 1989, e as medalhas “Caio Prado Júnior” e “Manuel Bandeira”, ambas da União Brasileira de Escritores, seção Rio de Janeiro, em 1994 e 1996, respectivamente. Foi finalista do Prêmio “Jabuti” em 2000, com o livro Cinza de Fênix e Três Elegias (Editora Insular, 1999).

Em 2000 publicou o livro infantil Pomar de Palavras, pela Editora “Cuca Fresca” e, em 2002, pela Editora da UFSC, o livro Contemplação do Amor – 30 Anos de Poesia Escolhida. Seu livro mais recente é Olhar a Vida (Editora Insular, 2007).

Atualmente, Alcides Buss é diretor de difusão editorial da Associação Brasileira de Editoras Universitárias. Coordena, ainda, o Círculo de Leitura de Florianópolis. HC

EM QUE PARTE DO ÁTOMO NOS PERDEMOS

Por que os rios comem mais a terra de um lado do que do outro?

 

Jamais imaginei que as margens fossem na fome desiguais.

 

No entanto é isto mesmo: em seu caminhar ininterrupto os rios corroem de um lado menos, de outro lado mais.

 

De Albert Einstein, soube que o motivo disto é a rotação da Terra.

 

Pois bem, assino embaixo. Parece lógico que assim seja. Além do mais, quem sou eu pra desdizer o gênio?

 

Em meus giros pela vida também vou perdendo, sem parar, a parte de mim que margeia o tempo, a liberdade, a esperança. A outra parte, não sei. Talvez saibam as pedras.” –

Alcides Buss

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